Olá!!! Cientista Criativo é um espaço para divulgação de propostas e projetos criativos para o Ensino e Popularização da Física e da Astronomia.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Astrofísico sugere que 'raios em bola' podem ser explicação para óvnis
O cientista fez um detalhado estudo sobre um evento incomum ocorrido em 2006, quando grandes meteoros foram observados no céu de Brisbane (leste da Austrália).
Sua aparição ocorreu ao mesmo tempo em que um objeto brilhante e verde foi visto sobre montanhas da região.
Hughes criou uma teoria relacionando o objeto – supostamente um raio em bola, fenômeno raro que às vezes se segue a relâmpagos – aos meteoros.
A ideia de Hughes é que a passagem de um dos meteoros pode ter desencadeado momentaneamente uma conexão elétrica entre a atmosfera e o solo, provendo energia para que um raio em bola “altamente luminoso” aparecesse sobre as montanhas.
Sua explicação está descrita na revista especializada Proceedings of the Royal Society.
Fenômenos elétricos
O cientista diz que o extraordinário episódio, testemunhado por diversas pessoas, fez com que muitas acreditassem ter visto um óvni.
“Se você une fenômenos atmosféricos não explicados, talvez de natureza elétrica, à psicologia humana e ao desejo de ver algo – isso pode explicar a visão de óvnis”, disse Hughes à BBC News.
O cientista, da Universidade de Tecnologia de Queensland, começou o estudo após ter sido chamado por uma TV local para explicar as fotos da bola de fogo tiradas por cidadãos comuns.
As bolas de fogo são meteoros particularmente luminosos e produzidas por fragmentos de rocha espacial e que, assim como estrelas cadentes, cruzam o céu a uma alta velocidade.
Pelo menos três delas foram vistas no leste australiano na noite de 16 de maio de 2006.
Depois, um fazendeiro local afirmou ter visto uma bola luminosa verde descendo uma encosta perto de Brisbane.
O fazendeiro pensou inicialmente que se tratasse de um avião se acidentando, mas uma busca policial não encontrou destroços.
Um raio em bola parece ser uma explicação óbvia para a bola verde, disse Hughes. Essas brilhantes esferas de luz não são totalmente compreendidas – geralmente são associadas a relâmpagos, mas não havia registros de tempestade elétrica na noite de 16 de maio de 2006.
Hughes não oferece novas explicações sobre as causas do raio em bola, mas levanta a hipótese de que a passagem dos meteoros tenha provocado atividade elétrica na região.
Outro cientista, John Abrahamson, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que estudou os raios em bola, considerou a teoria de Hughes “relativamente verossímil” e com “conexões interessantes”.
Mas, ressaltou, “falta muito até que todos estejam satisfeitos com a solução (para o mistério associado a óvnis)”.
Hughes disse que seus estudos têm o objetivo de iniciar um debate sobre o tema. “Não é uma teoria vigorosa, é mais uma sugestão que pode valer a pena que seja explorada.”
Sonda espacial confirma "ar" com oxigênio em lua de Saturno
A Terra ganhou uma companheira na galeria dos corpos celestes com forte presença de oxigênio na atmosfera. Astrônomos anunciaram que Reia --segundo maior dos 62 satélites de Saturno-- tem o gás.
Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble.
Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science".
Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua.
A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra.
A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores.
A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.
A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.
DESABITADO
Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida --além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido--, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota.
"Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".
Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo."
Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno.
O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.
Fonte: Site Uol
Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble.
Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science".
Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua.
A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra.
A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores.
A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos.
A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.
DESABITADO
Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida --além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido--, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota.
"Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".
Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo."
Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno.
O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.
Fonte: Site Uol
Refinaria de Sines testa nova tecnologia de controle e segurança
Projecto desenvolvido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC no âmbito do GINSENG
O que distingue esta nova tecnologia é a sua “robustez e a fiabilidade”, explica o coordenador da equipa portuguesa, Jorge Sá Silva. As suas características exigiram “o desenvolvimento de complexos mecanismos que pudessem respondessem a estes requisitos, nomeadamente na transposição do laboratório para o ambiente real, neste caso para refinaria, porque é um ambiente extremamente agressivo”.
A tecnologia, ainda em fase de protótipo industrial, baseia-se num conjunto de pequenos dispositivos inteligentes que comunicam entre si, recebendo e processando em tempo real toda a informação. Esta é enviada para uma central de monitorização e controlo e, em caso de anomalia, permite a correcção remota.
O projecto representa um “novo paradigma de monitorização e controlo em ambientes extremamente críticos”, diz o coordenador. Em relação às tecnologias convencionais (por cabo), que são muito mais limitadas, esta “é flexível e financeiramente mais vantajosa”.
Depois de testada, os investigadores vão optimizar a tecnologia para ser aplicada em outros contextos, como na medicina, na segurança, na detecção de sismos, incêndios e terramotos, ou na medição de níveis de poluição.
O projecto representa um “novo paradigma de monitorização e controlo em ambientes extremamente críticos”, diz o coordenador. Em relação às tecnologias convencionais (por cabo), que são muito mais limitadas, esta “é flexível e financeiramente mais vantajosa”.
Depois de testada, os investigadores vão optimizar a tecnologia para ser aplicada em outros contextos, como na medicina, na segurança, na detecção de sismos, incêndios e terramotos, ou na medição de níveis de poluição.
domingo, 28 de novembro de 2010
O INSTITUTO SETI
Fonte: http://www.observatorio.ufmg.br/pas05.htm
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Robô-atriz estreia nos palcos em festival no Japão
Tem que clicar na figura para ver o vídeo.
Robô Atriz
Um robô fez sua estreia no teatro em um festival de Tóquio, no Japão.
A atriz robô, Geminoid EFE, interpreta seu primeiro papel na peça Sayonara. Ela contracena com uma atriz humana, a norte-americana Bryerly Long.
Geminoid EFE interpreta uma androide que cuida de uma mulher prestes a morrer. Durante a peça, a androide também recita poesia para a mulher em estágio terminal da doença.
O diretor da peça, Oriza Hirata, afirmou que os robôs não deverão substituir os atores humanos e Geminoid EFE representa o surgimento de um novo tipo de ator.
Hirata usa robôs em suas peças desde 2008, mas esta é a primeira vez que ele usa um androide mais parecido com um humano.
Ele diz que adora trabalhar com estas máquinas, pois todos os problemas de interpretação podem ser resolvidos rapidamente.
O diretor também conta que os robôs atores são um sucesso de público.
Novas tecnologias para voos mais confortáveis e ecológicos
Crescimento do tráfego aéreo promove investigações e parcerias internacionais
2010-08-19
Por Anajara Amarante
O tráfego aéreo tem aumentado nos últimos anos
O tráfego aéreo mundial tem crescido de maneira contínua nas últimas décadas e deve continuar a seguir esta trajectória nos próximos anos. Estimativas da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) indicam que o movimento de passageiros atingirá a marca de 2,75 mil milhões de viagens em 2011.
No que toca ao Brasil, possuidor do terceiro maior fabricante de aviões do mundo, são feitos projectos em parceria com universidades para o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis para o meio ambiente, bem como outros ligados ao conforto dos passageiros e dos cidadãos que moram nas proximidades dos aeroportos.
A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a Universidade Federal de Santa Catarina fizeram uma parceria com o objectivo de aumentar o conforto das pessoas que utilizam o transporte aéreo. Iniciado em 2006, o projecto estuda as vibrações e os ruídos mais adequados para um passageiro durante o voo e está a chamar a comunidade para a etapa de testes (simulação de voo).
A equipa, composta por professores e alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e de Fonoaudiologia, é responsável pelos testes e pela análise dos resultados que orientam a Embraer nas decisões sobre as características que o ambiente interno do avião deve ter para ser mais agradável para o passageiro.
Para simular o voo, a poltrona e o piso em que o participante se acomoda transmitem as sensações de vibração, programadas no computador. Tanto essas sensações como os sons escutados através de um microfone foram gravados em um voo real para, dentro da cabine, serem reproduzidos.
Durante o teste, que dura em média 15 minutos, o participante qualifica o conforto de cada vibração a que é submetido. Depois, descreve as sensações que teve. Para os integrantes do projecto, as pesquisas continuam após a realização dos testes: é a vez de tratar as informações que cada pessoa forneceu. O projecto tem previsão para continuar até Setembro de 2011.
A equipa, composta por professores e alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e de Fonoaudiologia, é responsável pelos testes e pela análise dos resultados que orientam a Embraer nas decisões sobre as características que o ambiente interno do avião deve ter para ser mais agradável para o passageiro.
Para simular o voo, a poltrona e o piso em que o participante se acomoda transmitem as sensações de vibração, programadas no computador. Tanto essas sensações como os sons escutados através de um microfone foram gravados em um voo real para, dentro da cabine, serem reproduzidos.
Durante o teste, que dura em média 15 minutos, o participante qualifica o conforto de cada vibração a que é submetido. Depois, descreve as sensações que teve. Para os integrantes do projecto, as pesquisas continuam após a realização dos testes: é a vez de tratar as informações que cada pessoa forneceu. O projecto tem previsão para continuar até Setembro de 2011.
Projecto «Clean Sky» quer aviões amigos do ambiente
Europa aposta nas tecnologias "limpas"
Sem despender muitas horas, qualquer internauta poderá encontrar notícias de estudos brasileiras relacionados com o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de tornar o voo mais cómodo e agradável para os passageiros. Entretanto, no que toca ao desenvolvimento de “tecnologias limpas”, existe mais investigação na Europa.
Construir uma nova geração de aviões amigos do ambiente é o objectivo da parceria público-privada que a Comissão Europeia lançou através da iniciativa Clean Sky, que decorre entre 2008 e 2013. O objectivo da iniciativa é reduzir o impacto da indústria da aviação no ambiente. Esta irá culminar com o teste real de aviões ecológicos. São seis os projectos de investigação que a compõem.
A plataforma conta com as contribuições de 80 parceiros de 16 Estados-membros, entre empresas, universidades e centros de investigação. Em Portugal, firmou-se em 2010 uma parceria do projecto Clean Sky com a GMV portuguesa, grupo tecnológico que actua nas áreas da aeronáutica, da defesa, dos transporte e segurança. O grupo não tem origem portuguesa, mas estabeleceu no país parceria com o projecto europeu Céu Limpo (Clean Sky).
O desenvolvimento de tecnologias inovadoras, tais como motores ecológicos, combustíveis alternativos ou componentes físicos que tornem as viagens aéreas mais económicas, vai fazer com que os aviões reduzam entre 20 e 40 por cento as emissões de dióxido de carbono.
A redução do CO2 por cada avião será em média de duas e três toneladas. Além disso, os investigadores vão ainda reduzir entre 40 e 60 por cento as emissões de óxido de nitrogénio, o que permitirá a diminuição do ruído produzido pelas aeronaves em metade.
Conferência reúne especialistas em inteligência artificial
Até sexta-feira decorre, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a ECAI 2010
Robôs que controlam o ser humano é uma
das imagens veiculadas pelo cinema
das imagens veiculadas pelo cinema
Robôs ameaçadores que controlam os humanos ou crianças programadas para amarem os pais eternamente são algumas das imagens veiculadas pelo cinema que representam as ideias populares sobre a inteligência artificial.
Segundo especialistas, o futuro passa sobretudo por ambientes que conheçam “quem lá está dentro”, diz Pedro Rangel Henriques, presidente da Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial (APPIA), que organiza a 19.ª Conferência Europeia sobre Inteligência Artificial – ECAI 2010, que até sexta-feira está a decorrer em Lisboa.
O termo inteligência artificial designa um conjunto de técnicas de programação de computadores que pretende atribuir a estes “algum modo de trabalho baseado na mente humana”.
A maioria dos programas “não tem capacidade de raciocínio, reflexão ou de adaptação” e na área da inteligência artificial pretende-se que tenham “capacidade para descobrir relações de dados que não estão explicitamente guardados na sua memória”.
Há mais de 50 anos que a inteligência artificial é uma disciplina em pleno desenvolvimento e na qual a comunidade científica portuguesa “participa activamente”, frisa o presidente da APPIA, associação criada há 28 anos.
Conferência internacional
junta centenas de participantes
A ECAI 2010, que começou segunda-feira na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, junta 500 participantes de todo o mundo. Aqui serão apresentados os frutos das investigações mais recentes “não para chegar a grandes conclusões, mas para gerar novas ideias”, explica Rangel Henriques.
Entre os temas em destaque na conferência, e que constituem também áreas de trabalho em todas as universidades públicas portuguesa, o presidente da APPIA destaca a investigação em aprendizagem automática, que permite a um programa informático comparar “todos os dados que tem e aparecer com relações que não eram conhecidas”.
A computação adaptativa e evolutiva - técnicas de programação que procuram tornar mais rápido os processos de grandes pesquisas – e a criatividade computacional, “uma área ainda muito recente” que procura “gerar música ou escrever textos automaticamente, mas que façam algum sentido”, são outras áreas em análise.
Para mais informações, consultar o sítio da conferência (http://ecai2010.appia.pt/).
A maioria dos programas “não tem capacidade de raciocínio, reflexão ou de adaptação” e na área da inteligência artificial pretende-se que tenham “capacidade para descobrir relações de dados que não estão explicitamente guardados na sua memória”.
Há mais de 50 anos que a inteligência artificial é uma disciplina em pleno desenvolvimento e na qual a comunidade científica portuguesa “participa activamente”, frisa o presidente da APPIA, associação criada há 28 anos.
Conferência internacional
junta centenas de participantes
A ECAI 2010, que começou segunda-feira na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, junta 500 participantes de todo o mundo. Aqui serão apresentados os frutos das investigações mais recentes “não para chegar a grandes conclusões, mas para gerar novas ideias”, explica Rangel Henriques.
Entre os temas em destaque na conferência, e que constituem também áreas de trabalho em todas as universidades públicas portuguesa, o presidente da APPIA destaca a investigação em aprendizagem automática, que permite a um programa informático comparar “todos os dados que tem e aparecer com relações que não eram conhecidas”.
A computação adaptativa e evolutiva - técnicas de programação que procuram tornar mais rápido os processos de grandes pesquisas – e a criatividade computacional, “uma área ainda muito recente” que procura “gerar música ou escrever textos automaticamente, mas que façam algum sentido”, são outras áreas em análise.
Para mais informações, consultar o sítio da conferência (http://ecai2010.appia.pt/).
Robô do INESC Porto adquirido por consórcio brasileiro
Mecanismo vai ser aplicado num sistema inovador de inspecção de barragens
O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC Porto) assinou um contracto com um consórcio brasileiro, liderado pela CEB Lajeado, para desenvolver, ao longo dos próximos três anos, um sistema inovador de inspecção de barragens e das respectivas bacias, baseado num submarino-robô autónomo.
Os bons resultados alcançados por um robô semelhante adoptado pelas Águas do Oeste na monitorização de emissários submarinos catapultaram esta tecnologia com chancela portuguesa para o mercado internacional.
O sistema a desenvolver, avaliado em 1,6 milhões de euros, permite não só recolher dados sobre a qualidade da água e a morfologia da bacia hidrográfica, mas propõe-se recolher informação visual com uma precisão na ordem dos centímetros e mesmo a possibilitar a inspecção em tempo real.
Os bons resultados alcançados por um robô semelhante adoptado pelas Águas do Oeste na monitorização de emissários submarinos catapultaram esta tecnologia com chancela portuguesa para o mercado internacional.
O sistema a desenvolver, avaliado em 1,6 milhões de euros, permite não só recolher dados sobre a qualidade da água e a morfologia da bacia hidrográfica, mas propõe-se recolher informação visual com uma precisão na ordem dos centímetros e mesmo a possibilitar a inspecção em tempo real.
Na prática, o aparecimento desta tecnologia significa que estas tarefas de monitorização passam a ser feitas com maior frequência e com menos custos associados, o que permite antecipar anomalias e evitar acidentes ecológicos. Garante-se, assim, a integridade das estruturas das barragens por mais tempo e um melhor aproveitamento dos recursos hídricos.
O INESC Porto é membro do cluster do Mar, OCEANO XXI, e este contrato é considerado pela instituição como “o resultado dos esforços realizados no desenvolvimento de sistemas inovadores e de impacto económico elevado no âmbito das actividades ligadas ao domínio da água, incluindo a economia do mar”.
Assinar:
Postagens (Atom)