sexta-feira, 15 de abril de 2011

Satélite da ESA mostra poeira e areia do Saara viajando pelo Atlântico

Satélite da ESA mostra poeira e areia do Saara viajando pelo Atlântico/ ESAO satélite Envisat registrou este mês poeira e areia no deserto do Saara argelino, no norte da África, sendo levados através do Oeste pelo Oceano Atlântico na semana passada. A imagem, divulgada nesta sexta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra que, estendendo-se até o Atlântico, fortes ventos carregam o material pela ponta noroeste da Península Ibérica, o extremo oeste da França, a ponta sudoeste da Inglaterra e a costa sudoeste da Irlanda.

O satélite Envisat registrou este mês poeira e areia no deserto do Saara argelino, no norte da África, sendo levados através do Oeste pelo Oceano Atlântico na semana passada. A imagem, divulgada nesta sexta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra que, estendendo-se até o Atlântico, fortes ventos carregam o material pela ponta noroeste da Península Ibérica, o extremo oeste da França, a ponta sudoeste da Inglaterra e a costa sudoeste da Irlanda.

A poeira do Deserto do Saara - o maior deserto do mundo - pode ser transportada por milhares de quilômetros por correntes de convecção atmosférica. Estas correntes se formam quando ar quente e mais leve sobe e ar frio e mais pesado desce.

Tempestades de areia são muito comuns no Saara e grandes concentrações de poeira podem ser vistas no Atlântico tropical e no Caribe. A poeira contém muitos nutrientes, incluindo nitrogênio, fósforo e ferro, que atua como fertilizante e estimula o florescimento de fitoplâncton. Na imagem, a produção de fitoplâncton é identificado como redemoinhos azuis e verdes. A variedade de tons de verde e marrom no Canal da Mancha e em torno de Gales são devido aos sedimentos transportados na água.

Publicada em 15/04/2011 às 11h26m O Globo

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